Onde Tudo é Nada... E o Nada é Tudo
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Perigo Escondido

Gabinete de Apoio

Secretário de Estado Adjunto do MAI/SUBSEAI

 Telf: 21 323 22 46

 Fax: 21 323 22 51

 

 

 A todos os pais, adolescentes e demais. Para ler,
divulgar e pensar muito bem no assunto

- Vale a pena ler... A SÉRIO

 

Após deixar os livros no sofá ela decidiu lanchar e entrar online.

Assim, ligou-se com o seu nome de código (nick): Docinho14.

Procurou na sua lista de amigos e viu que Meteoro123 estava ligado.

Enviou-lhe uma mensagem instantânea:

Docinho14: Oix. Que sorte estares aí! Pensei que alguém me seguia na Rua
hoje. Foi mesmo esquisito!

Meteoro123: Lol. Vês muita TV. Por que razão alguém te seguiria? Não
moras num local seguro da cidade?

Docinho14; Com certeza. Lol. Acho que imaginei isso porque não vi ninguém quando me virei.

Meteoro123: A menos que tenhas dado o teu nome online. Não fizeste isso,
pois não?

Docinho14: Claro que não. Não sou idiota, já sabes.

Meteoro123: Jogaste vólei depois das aulas, hoje?

Docinho14: Sim e ganhamos!

Meteoro123: Óptimo! Contra quem?

Docinho14: Contra as Vespas do Colégio da Sagrada Família. LOL. Os
uniformes Delas são um nojo! Pareciam abelhas. LOL

Meteoro123: Como se chama a tua equipa?

Docinho14: Somos os Gatos de Botas. Temos garras de tigres nos uniformes.
São impecáveis.

Meteoro123: Jogas ao ataque?

Docinho14: Não, jogo à defesa. Olha: tenho que ir. Tenho que fazer os TPC
antes que cheguem os meus pais. Xau!

Meteoro123: Falamos mais tarde. Xau.

Entretanto, Meteoro123 foi à lista de contactos e começou a pesquisar
sobre o Perfil dela.

Quando apareceu, copiou-o e imprimiu-o.

Pegou na caneta e anotou o que sabia de Docinho até agora.

Seu nome: Susana aniversário: Janeiro 3, 1993. Idade.: 13. Cidade onde
vive: Porto.

Passatempos: vólei, inglês, natação e passear pelas lojas.

Além desta informação sabia que vivia no centro da cidade porque lho tinha
contado recentemente.

Sabia que estava sozinha até às 6.30 todas as tardes até que os pais
voltassem do trabalho.

Sabia que jogava vólei às quintas-feiras de tarde com a equipa do colégio, osGatos de Botas. O seu número favorito, o 4, estava estampado na sua camisola.

Sabia que estava no oitavo ano no colégio da Imaculada Conceição. Ela tinha
contado tudo em conversas online.

Agora tinha informação suficiente para encontrá-la. Susana não contou aos
pais sobre o incidente ao voltar do parque. Não queria que ralhassem com
ela e a impedissem de voltar dos jogos de vólei a pé.

Os pais sempre exageram e os seus eram os piores. Ela teria gostado não ser
filha única. Talvez se tivesse irmãos, os seus pais não tivessem sido tão
super protectores.

Na quinta-feira, Susana já se tinha esquecido que alguém a seguira.

O seu jogo decorria quando, de repente, sentiu que alguém a observava.
Então lembrou-se. Olhou e viu um homem que a observava de perto. Estava
inclinado contra a cerca na arquibancada e sorriu quando o viu. Não parecia
alguém de quem temer e rapidamente desapareceu o medo que sentira.

Depois do jogo, ele sentou-se num dos bancos enquanto ela falava com o
treinador. Ela apercebeu-se do seu sorriso mais uma vez quando passou ao
lado. Ele acenou com a cabeça e ela devolveu-lhe o sorriso. Ele confirmou o
seu nome nas costas da camisola. Sabia que a tinha encontrado.

Silenciosamente, caminhou a uma certa distância atrás dela. Eram só uns
quarteirões até casa dela. Quando viu onde morava voltou ao parque e
entrou no carro. Agora tinha que esperar. Decidiu comer algo até que
chegou a hora de ir à Casa da menina. Foi a um café e sentou-se.

Mais tarde, nessa noite, Susana ouviu vozes na sala. "Susana, vem cá!",
chamou o seu pai.

Parecia perturbado e ela não imaginava porquê.

Entrou na sala e viu o homem do parque no sofá. "Senta-te aí", disse-lhe o
pai, "este senhor acaba de nos contar uma história muito Interessante sobre
ti". Susana sentou-se.

Como poderia ele contar-lhes qualquer coisa? Nunca o tinha visto senão
nesse mesmo dia!

"Sabes quem sou eu?" perguntou o homem.

"Não", respondeu Susana.

"Sou polícia e teu amigo do Messenger - Meteoro123".

Susana ficou pasmada.

"É impossível! Meteoro123 é um rapaz da minha idade! Tem 14 e mora em
Braga!".

O homem sorriu. "Sei que te disse tudo isso, mas não era verdade.

Repara, Susana, há gente na Internet que se faz passar por miúdos; eu era
um deles. Mas enquanto alguns o fazem para molestar crianças e jovens, eu
sou de um grupo de pais que o faz para proteger as crianças dos malfeitores.

Vim para te ensinar que é muito perigoso falar online.

Contaste-me o suficiente sobre ti, para eu te achar facilmente.

Deste-me o nome da tua escola, da tua equipa e a posição em que jogas. O
número e o teu nome na camisola fizeram com que te encontrasse
facilmente.

Susana gelou. "Quer dizer que não mora em Braga?".

Ele riu-se: "Não, moro no Porto. Sentiste-te segura achando que morava
longe, não é?" "Tenho um amigo cuja filha não teve tanta sorte: foi
assassinada enquanto estava sozinha em casa.

Ensinam-se as crianças e jovens a não dizer a ninguém quando estão
sozinhos, porém contam isso a toda a gente pela internet.

As pessoas maldosas enganam e fazem-se passar por outras para tirar
informação de aqui e de lá online.

Antes de dares por isso, já lhes contaste o suficiente para que te possam
achar sem que te apercebas.

Espero que tenhas aprendido uma lição disto e que não o faças de novo.

Conta aos outros sobre isto para que também possam
estar seguros"
. "Prometo que vou contar!".

 

 AGORA: Por favor, envia isto aos teus amigos para
que não forneçam informações sobre si próprias.

O mundo em que hoje vivemos é perigoso demais.

   

REENVIA ISTO TAMBÉM A PESSOAS SEM FILHOS PARA QUE O
ENVIEM AOS SEUS AMIGOS QUE TÊM FILHOS E NETOS.

CUIDADO COM AS INFORMAÇÕES QUE PASSAS NO HI5, NO
MSN OU AINDA OUTROS.

 

Hoje todo cuidado é pouco, mais vale prevenir.

 

Fiquem Bem.


sinto-me:

publicado por casadegentedoida às 07:34
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|

2 comentários:
De Zorze a 1 de Maio de 2009 às 12:54
Vivemos num mundo de monstros e as leis ainda os protegem.
Por isso todo o cuidado é pouco e às vezes é melhor fazer a justiça pelas próprias mãos.
Não se perde tanto tempo em tribunais, não se gasta tanto dinheiro em advogados e taxas de justiça e o infractor recebe a punição proporcional que merece.

Abraço,
Zorze


De Ana Camarra a 6 de Maio de 2009 às 21:58
E os adultos que embarcam?!

(uma particularidade, não consigo gostar de cerveja...)

bj


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