Onde Tudo é Nada... E o Nada é Tudo
Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009
O Espião

Um dia destes, eu e um colega de trabalho, utilizávamos os nossos computadores, como normalmente fazemos e de repente diz ele assim: "Eh! pá, isto volta e meia para, fica a pensar, a pensar e não sai daqui. Estes PC's precisam ser mudados."

Olhei assim de lado para ele e disse: "Olha, está ali o chefe, diz-lhe."

Ele muito calmamente vira-se para trás e dispara: "Óh Sr. Santos, o meu computador não esta funcionando direito, bloqueia muitas vezes, o que é que eu faço?"

Resposta: "Não faças nada que isso passa-lhe, mas se vês que isso se repete muitas vezes manda um mail ao técnico."

Só não me desmanchei a rir porque parecia mal, naquela altura. Disse-lhe: "Espera que já te explico" 

A espera prolongou-se até o final do dia. Já em direcção as viaturas ele pergunta: "Então, quando é que vais me dizer o que querias dizer com  o já te explico?"

"Ó meu grandessíssimo Tótó dum raio (não foi bem assim mas faz de conta), então Tu não sabes que o PC para por causa do "programa espião"? Já utilizas aquilo a tanto tempo e ainda fazes uma pergunta dessas?"  "Qual programa espião?" "Aquele programa que esta instalado nos nossos PC's e através do qual eles (a chefia) sabe o que tu fazes ou não fazes, o tempo que levas ou não levas a fazer uma tarefa."

"Nós temos isso no PC?"  "Claro que temos, e já à alguns anos, não me digas que não deste por nada?"  "Não, não dei por nada, desconhecia totalmente isso."

"Pois é amigo, eles com essa cena de melhorar o sistema instalaram programas espiões que "vêem" tudo o que fazes, até cronometram o tempo gastas nisto ou naquilo."

"Pois é, bem vistas as coisas és capaz de ter razão. Eu já me perguntava como é que eles sabiam coisas sobre determinados assuntos sobre os quais não tinha contado a ninguém, eu já andava para tentar saber quem era o bufo lá dentro".

"Pronto, jã sabes como é,: quando vires que o PC parou, aparece a ampulheta imóvel, como a pensar, estás em ON, o teu colega do lado também em ON e a trabalhar bem, é porque estas a ser espionado. Desligas logo aquela treta, mesmo da ficha. Isso não resolve grande coisas mas pelo menos eles ficam a saber que tu já sabes deles."  No outro dia ele ficou mas atento a situação, quando viu chamou-me: "Olha, é isto o programa espião?" Eu olhei e confirmei que sim com a cabeça. Após esse dia tornou-se normal vermos o programa em acção. Se não vejamos a seguinte situação: como é que uma pessoa que está fechada numa sala ou ausente durante largas horas vem dizer-me que eu atendo menos clientes que fulano? ou faço menos que fulano? ou que isto ou aquilo? Alguma coisa tem de haver.

Como é que uma pessoa que está a quilómetros de distancia possui informações sobre este ou aquele empregado, do que gosta ou não gosta, que emails vê ou deixa de ver.

Hoje existe uma parafernália de programas informáticos (mais conhecidos por Cookies) que esmiúçam a nossa intimidade, seja no trabalho ou em casa. Nenhum computador está totalmente livre dessa praga.

E depois se dizes mal de alguém (o que não se deve fazer), se chamas nomes feios as pessoas (que os teus pais te ensinaram não fazer isso), se atiras com a verdade toda a cara delas (e elas sabem que é bem verdade), se demonstras por A + B a sua falsidade, iniquidade, insensatez, perversidade, corruptibilidade, insanidade, egocentrismo, fascismo, sem-vergonhismo e outros tantos adjectivos (o melhor é ficar por aqui, fica para outro post os adjectivos), tás tramado (f.....), fazem-te a folha, fazem queixinhas a Judite, és seguido, és controlado, a tua família é toda controlada, vigiada, ameaçada, querem te tirar as coisas que ganhaste com o suor do teu trabalho.

Hoje é preciso muito cuidado e ter um certo jeito de cintura para dar a volta ao texto. Agora estou aqui, quem sabe quem é que está a controlar este PC? Aquilo que estou aqui a escrever? A espera que coloque aqui um nome?

Não, hoje não me apanham, talvez outro dia, mas hoje não.

 Isto é mesmo uma casadegentedoida.

 


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publicado por casadegentedoida às 22:16
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Quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009
FELIZ NATAL

Olá Amigos.

O casadegentedoida está de volta, após um pequeno interregno depois do susto. Felizmente foi só um susto, resultado dos maus hábitos alimentares do passado. Após uma batelada de exames, aos quais passei com alguma distinção (só chumbei num, mas já contava com isso) eis que voltamos ao activo.

Assim sendo quero desejar a Todos um Feliz Natal, cheio de saúde, paz e alegria, na companhia das pessoas que mais gostam.

Que neste período todos os Vossos desejos se concretizem, que recebam muitas prendas no sapatinho.

Um grande Abraço a Todos.

FELIZ NATAL.

 

 

 


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publicado por casadegentedoida às 16:05
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
MÁRIO CRESPO

 

MÁRIO CRESPO SEMPRE ELE
 
Porque é que se escudam todos no “no comment”? Porque todos têm telhados de vidro e se mexerem muito na trampa, lá vem o mau cheiro com o nome deles entranhado.
Os intocáveis
Mário Crespo                          J N    -    02Nov2009
O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.
 Achei este texto muito interessante. É duma frontalidade à toda a prova. Aqui expressasse todos os desejos e dúvidas daqueles que querem que se faça Justiça em Portugal.
Chega de falinhas mansas,
FAÇA-SE JUSTIÇA, PUNAM OS CULPADOS, OS CORRUPTOS, OS LADRÕES DO ERÁRIO PÚBLICO, NÃO DEIXEM CAIR NO ESQUECIMENTO.

Isto é mesmo uma casadegentedoida.


sinto-me:

publicado por casadegentedoida às 00:00
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