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Casa de Gente Doida

Onde Tudo é Nada... E o Nada é Tudo

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Onde Tudo é Nada... E o Nada é Tudo

Esperar

casadegentedoida, 14.07.09

 

Um dia fartei-me de esperar, cansei-me, arrumei as minhas coisas e fui embora. Não disse palavra alguma, à nada ou a ninguém. Os parcos haveres que tinha couberam numa mala de mão, a grande angústia que sentia aumentou desmesuradamente a cada passo que dava em direcção a saída.
Nunca compreendeste os meus desejos ou não quiseste compreender. Sempre fugiste ao assunto, duma maneira ou de outra, passaste sempre ao lado. Usaste-me, aproveitaste-te de mim, nunca tiveste intenção de dar nada em troca, apenas querias receber sem nunca retribuir, álias o que sempre soubeste fazer bem.
Mas cansei-me. Hoje se quiseres podes continuar a ser como és, mas não esperes mais de mim, a partir de hoje não há mais nada, faz como quiseres e com quem quiseres. A partir de hoje toda a esperança desvaneceu-se, todo o sonho desfez-se, todo o nevoeiro que nos envolvia dissipou-se, pondo a mostra a dura realidade.
Quando um dia quiseres pode ser que eu já lá não esteja a tua espera para te fazer as vontades, para suprir as tuas necessidades materiais, pois esqueceste das minhas necessidades, não materiais mas emocionais.
Se calhar até nem compreendes o que estou a dizer, talvez não alcançes o sentido destas palavras, se calhar passam-te ao lado mais depressa que o ar que respiras. É pena, realmente é pena, mas assim é, tu segues numa direcção e eu noutra.
 Como diz um amigo: "É a Vida, esta maldita Vida"
Adeus.
(autor desconhecido)
 

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